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Alta atípica de casos de influenza B surpreende nesta estação

  • Foto do escritor: Panorama da Semana
    Panorama da Semana
  • 1 de nov. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 2 de abr. de 2025

Número de casos de influenza B sobe de forma atípica para a estação

Alta atípica de casos de influenza B surpreende nesta estação
Incidência de influenza B registra aumento fora do esperado para a estação

Alta atípica de casos de influenza B


Desde o início de agosto, o Brasil tem observado um crescimento nos casos de influenza B, responsável pela gripe. De acordo com os relatórios de síndromes gripais do Ministério da Saúde, em julho, o vírus representava uma parcela mínima dos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). No entanto, no boletim mais recente, divulgado em 25 de outubro, a influenza B já corresponde a 12% dos casos e 13% dos óbitos.


Atualmente, a influenza B é a segunda principal causa de mortes por SRAG, ficando atrás apenas do vírus da Covid-19. Esse aumento vem ocorrendo de forma constante nos últimos dois meses. Em agosto, a taxa de casos e mortes praticamente duplicou, subindo de cerca de 2% nos primeiros dias para 5% e 4%, respectivamente, no final do mês. Os relatórios do Ministério da Saúde também indicam um crescimento na detecção desse vírus em outubro, especialmente nas regiões Sudeste e Sul.


A boa notícia é que laboratórios privados começaram a registrar uma leve queda nos casos. Dados compilados pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) mostram que a taxa de resultados positivos subiu de 3,13% no início de agosto para 21,55% no fim de setembro, mas recuou para cerca de 18% no último relatório, datado de 18 de outubro.


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Apesar disso, o influenza B, junto ao rinovírus, lidera atualmente entre os vírus respiratórios em circulação, segundo o ITpS. A Covid-19 representa 8,03% dos resultados positivos, enquanto a Influenza A atinge 4,5%, e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), 0,9%.


A presença desses vírus nesta época surpreende, pois geralmente atingem o pico no início do outono e inverno. Segundo a infectologista Emy Akiyama Gouveia, do Hospital Israelita Albert Einstein, "este ano tivemos menos períodos de frio, o que pode influenciar".


A transmissão do vírus da influenza ocorre por meio de gotículas expelidas ao tossir, falar ou espirrar, além do contato com superfícies contaminadas. A tendência de maior permanência em locais fechados durante o frio contribui para a disseminação do vírus.


Uma mudança na sazonalidade também foi observada em dezembro de 2021, quando os casos de gripe e VSR subiram de forma inesperada no verão.


Baixa adesão à vacinação


No entanto, os fatores sazonais não são os únicos responsáveis pelo aumento recente de casos de gripe. "A baixa adesão à vacina também é um ponto importante, pois afeta esses aumentos em períodos inesperados," explica a infectologista Emy Akiyama Gouveia.


Até 25 de outubro, apenas 52% do público-alvo — que inclui crianças, gestantes, puérperas e idosos — havia se vacinado contra a gripe. A médica ainda reforça a importância de vacinar-se anualmente, lembrando que a proteção fornecida pelos anticorpos dura de seis a 12 meses.


A vacina da gripe protege contra os tipos de influenza A e B e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede privada. Em e-mail enviado à Agência Einstein, o Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação contra a gripe para reduzir hospitalizações e mortes por influenza.


Sintomas da influenza B - Alta atípica de casos de influenza B


Os sintomas da gripe causada por esse agente incluem febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, dores musculares, tosse, coriza, fadiga e até vômito e diarreia, em alguns casos.


A maioria das pessoas se recupera em cerca de duas semanas, mas algumas podem apresentar complicações, como pneumonia. Falta de ar, desconforto respiratório, pressão baixa, piora no estado geral são sinais de alerta para o agravamento da doença e possível evolução para SRAG.


Quem apresentar esses sintomas deve priorizar o repouso e intensificar a hidratação. Medicamentos de venda livre, como antitérmicos, podem ser administrados com orientação médica. Outra medida recomendada é o uso de máscara para evitar a transmissão do vírus.


Pessoas com fatores de risco para complicações da influenza — como gestantes, puérperas, idosos, crianças abaixo de 5 anos, portadores de doenças pulmonares, cardíacas, renais, diabetes, e imunossuprimidos — necessitam de monitoramento próximo e, no início dos sintomas, podem ser indicadas ao tratamento antiviral. Em caso de sinais de agravamento, é essencial buscar atendimento médico imediato.


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